Relatório II - 2016

 

 

 

 


Curso de Pedagogia -  Turma de  2016


RELATÓRIO DE ACTIVIDADES - Machibombando na África Austral
15 à 26 de Agosto de 2016

Introdução:

O presente relatório relata as actividades de pesquisa-acção realizadas pelo Grupo Nuclear Samora Machel, esta constituida por 14 estudantes e tem com líder do grupo o Professor Jaime A. Mambuque. Como forma de facilitar as investigações o Grupo Nuclear trabalhou em 4 trios.
O relatório relacta apenas actividades realizadas no período entre 15 à 26 de Agosto do corrente ano. É importante realçar que o relatório engloba as actividades realizadas no Distrito de Boane onde ficamos durante uma semana, em Mbuzini (Africa do Sul) onde ficamos 1 dia e em Mbambane (Capital da Suazilândia) onde ficamos 5 dias.  Em Boane, estavamos hospedados, com todos outros dois Grupos Nucleares, na Escola Secundária Joaquim Chissano e cada um dormiu na sua tenda. Depois da Visita em Mbuzini passamos a noite em Namaacha como em Boane, cada um dormiu na sua tenda e na Suazilandia estamos hospedados na MD High School (Mater Dolorosa High School). Aqui ocupamos duas salas, os homens incluindo os professores ocuparam uma sala e as mulheres uma sala e 3 estudantes dormem no machimbombo para garantir a sua segurança.

Com este relatório nós, queremos compartilhar convosco as actividades que realizamos, a nossa aprendizagem, os desafios que encaramos e por fim duas histórias da vida de algumas pessoas que tivemos a oportunidade de entrevistar durante as nossas pesquisas.

Boane


No distrito de Boane as actividades centraram-se na agricultura. O objectivo do nosso grupo era de interagir com os agricultores para compreender com profundeza os métodos usados e o impacto da agricultura para o desenvolvimento do distrito e do país em geral. Para alcancar os objectivos da nossa investigação, visitamos os camponeses que fazem parte da associação do Instituto de Investigação Agrária da zona Sul em Boane. Conversamos com os campones, trabalhamos com eles nas suas machambas durante um dia e foi algo marcante para nos, porque fomos capazes de vivenciar a vida dos camponeses, compreendemos os seus desafios e os esforços que tem feito para a produção dos produtos que todos consumimos. Para muitos de nos foi a primeira vez, interagir com os camponeses, tivemos muito receio no princípio, para pedir permissão para interagir com eles. Também tivemos receio em entrevista-los, porque não estavamos seguros se iriam gostar as nossas questões ou se iriam nos dar respostas satisfactórias. Através dessa interacção ficamos a saber que com agricultura as pessoas conseguem obter produtos para vender e para sua alimentação. O dinheiro dos produtos vendidos serve como ingresso familiar. Ficamos a saber também que a agricultura é a actividade mais importante para o distrito de Boane.

Como forma de completar a nossa investigação na área da agricultura, passamos um dia no Instituto Agrário de Boane, porque é bem sabido que o instituto forma TÉCNICOS, agrários do Nível Médio. Para o nosso Grupo Nuclear era de grande importância saber como o nosso país forma os técnicos capazes de desenvolver mecanismos adequados para desenvolver da área da agricultura que é um dos pilares de desenvolvimento do nosso país. Visitamos as instalações, interagimos com os professores e estudantes, mas o mais interessante para todo o nosso Grupo Nuclar foi passar um dia de trabalho prático na machamba do Instituto Agrário de Boane com os estudantes e Instrutores. Nesse dia participamos activamente no plantio de batata doce de polpa alaranjada e essa, sim, foi uma experiência inesquecível para todos nos.

Uma das companhias mais grande na área da agricultura no distrito de Boane é a BANANALANDIA. Apesar de não termos tido a autorização de falar e entrevistar os trabalhadores da bananalandia, (isso porque é proibido por norma interna), conseguimos interagir com a Sra. Mafalda responsável pela gestão da empresa. Fomos capazes de perceber que a Bananalandia é um dos Mega-Projectos de Boane, isso devido a magnitude das terras que a companhia ocupa, desde a vila de Boane até Mahelane, Localidade do Posto Administrativo de Changalane e se dedica unicamente na produção da banana a grande escala para exportação e consumo interno.
Tivemos como dificuldades a língua xangana, como é sabido que na zona sul do país falam Xangana. Apenas 4 estudantes do nosso Grupo Nuclear falam Xangana e os restantes são oriundos de outras províncias de Moçambique que não falam Xangana. Mas pela vontade de aprender mais o grupo conseguiu romper as barreiras da língua, e usando gestos e palavras simples em português, incluindo xangana para os que falam e entendem conseguimos ter as informações que queriamos e interagimos com eles sem nenhum problema.
Em seguida o grupo foi para barragem de Pequenos Libombos, onde tivemos a oportunidade de compreender que a barragem é muito importante no que concerne ao abastecimento de água para toda zona sul, tornando assim a barragem

, uma das infrastruturas mais importante no distrito de Boane. Esta barragem está sendo gerida pela ARASUL (Administração Regional de Água do Sul). Com esta visita de estudo fomos capazes de entender que além de abastecer água potável a barragem também fornece água para o consumo dos animais, ragadio nas machambas e também reter água em casos de cheias ou inundações. Apesar de Maputo ter sérios problemas de abastecimento de água, isso não é por causa de falta de água na barragem, mas é simplesmente por má gestão da FIPAG (Fundo de Investimento e Patrimonio de Água) que é responsável no fornecimento da água nos diferentes bairros e familias de Boane e província de Maputo. Durante a interacção que tivemos com o funcionário da barragem descobrimos que não é so a má gestão que tem contribuido para a falta/deficiência no fornecimento de água, mas também o crescimento populacional e falta de ordenamento Municipal. Ficamos a saber que a barragem de Pequenos Libombos foi construida com a intenção de abastecer a água a cidade de Maputo e arredores, mas agora abastece água ao Município de Boane e a provincia de Maputo. Como grupo, nós sempre pensamos que a deficiência ou a falta de água potável nos bairros é causada pela seca ou a barragem tem problemas no fornecimento de água, mas pelo contrário é devido a má gestão e falta de um plano futurístico que prevê o crescimento populacional que se verifica em todos cantos do país.

Também realizamos uma acção comum de limpeza na Escola Secundária Joaquim Chissano onde estavamos hospedado. Esta acção era necessária porque a escola não estava em um bom aspecto em termos de limpeza.

Mbuzini 

A equipe saiu para a República da África do Sul, especificamente em Mbuzini,  onde tinhamos como objectivo compreender o que aconteceu naquele sítio onde o nosso primeiro Presidente da República de Moçambique e da Frelimo Samora Machel e outras figuras que nesse dia acompanhavam o Presidente como o Embaixador da Zambia, Embaixador de Zaire. Dizer que quando chegamos, naquele museu, nos primeiros minutos todo grupo ficou tremendo por emoção de estar naquele sítio onde aconte

ceu a 

tragédia que mudou a história de Moçambique. O grande desafio que o grupo enfrentou durante a investigação foi a língua Inglesa, para comunicar com os funcionários do museu que foi construido especificame

nte para recordar o que aconteceu naquele local e ao mesmo tempo manter o legado de Samora Machel. O que nós escutamos e vimos em Mbuzini será inesquecível nas nossas memórias. O museu preserva os restos do avião que transportava Samora Machel, a tripulação e sua comitiva para que todo o mundo possa testemunhar em que circunstâncias o nosso presidente Samora Machel perdeu a vida á 30 anos atrás. O museu também servirá como ponto de referência para as gerações vindoras, para testemunharem este trágico acidente que no passado causou dores e luto para a nação Moçambicana e todo o mundo. 

Essa visita de estudo foi muito importante para nós, porque fomos capazes de evidenciar o que nós sempre aprendemos nos livros de história acerca da morte de Samora Machel . Como futuros professores temos a obrigação de compartilhar com mais detalhes acerca da Morte de Samora Machel, o significado do museu para nossos estudantes e próximas gerações para que, aquele lugar seja sempre glorificado.

Suazilândia


A nossa viagem começou na entrada da fronteira de Lomahasha e ao longo da viajem para Mbabane fomos capazes de ver as paisagems que se caracterizam por montanhas, floresta, rios, plantações de cana˗de˗açucar e reserva de animais, também vimos algumas comunidades próximas da estrada vivendo em casas de construção precária e também vimos a paisagem artificial na Cidade de Manzini caracterizada por prédios e outras construções modernas e chegado á Mbabane como sendo a primeira vez tivemos dificuldades em localizar o local de alojamento e só foi possível depois de muitas negociações e por fim conseguimos acamparmos na Mater Dolorosa High School graças a compreensão do director da mesma.

Na República de Suazilândia as actividades do grupo nuclear Samora Machel estavam divididas em dois micro grupos o principal objectivo foi de perceber o sistema de agricultura, aqui percebemos que eles praticam agricultura moderna e de subsistência produzindo milho feijão, repolho e outros tipos de legumes.
A cana˗de˗açucar se produz em grandes plantações e transformado em açucar nas três (3) açucareiras (Royal Swaziland Sugar Coorporation Mlhume, Simuye Sugar Mill e Illovo Mill Big Bend Sugar) que o país possui que posteriormente é exportado, contribuindo assim para o desenvolvimento do país. Na Suazilândia aprendemos que agricultura é a base para o desenvolvimento do país e contribui com 11,5 á 14% do Produto Interno Bruto (PIB).
Durante a interacção com os funcionários do Ministério da Agricultura e pequenos agricultores em volta de Mbambane, aprendemos que além de Suazilândia ter agricultura como um dos pilares de desenvolvimento, o país também depende da importação de outros produtos agrícolas, de Moçambique e Africa do Sul, como forma de recompensar o que o país não produz como tomate, batata˗reno, feijão manteiga e cébola.
Fazendo uma análise e uma comparação crítica, a República da Suazilândia com a República de Moçambique percebemos que a República de Moçambique é a melhor na prática da agricultura moderna assim como de subsistência, isso porque Moçambique possui mais recursos hídricos, terras férteis e o nível de desenvolvimento das actividades agrícolas é elevado em relação a Suazilândia. Durante a nossa investigação na área da agricultura também percebemos que apesar de Moçambique ter a melhor prática de agricultura, a Suazilândia é a melhor produtora de cana˗de˗açucar e a melhor fabricadora do açucar.


Durante as nossas investigações o grupo compreendeu e conversou com o Senhor George Vilanculos proveniente de Moçambique, província de Inhambane, distrito de Zavala. Ele chegou na Suazilândia em 1984, era casado com uma moçambicana que perdeu a vida no ano de 2015 vítima de doença e o corpo foi transladado para província de Sofala que era a sua proveniência. Segundo ele conseguiu um emprego numa residência como segurança e os seus patrões são de nacionalidade chinesa, tem quatro filhos, vive bem, não enfrenta dificuldades, tem recebido visitas de outros moçambicanos cá residentes, ele passa as festas de final do ano sempre em Moçambique. O que mais nos marcou na história da sua vida é a sua gentileza e desde que chegou na Suazilândia trabalha com o mesmo patrão. O conselho que ele deixou para nos é que para viver aqui na Suazilândia é preciso ter disciplina, respeitar e preservar a cultura deles porque os Swazis são muito fieis a sua cultura e tem feito de tudo para preservar a sua forma de vida dos seus antepassados. Eles praticam os mesmos rituais, tem os mesmos hábitos e crenças como na antiguidade o que é muito diferente em Moçambique onde o nosso estilo de vida tem influência dos Estados Unidos e Europa.



Historia 2:


O grupo teve aportunidade de conversar com o senhor Andrea Nkueia de nacionalidade Suazilândes ele disse que nasceu em 1962 nunca viajou para fora do país, é um casado a mulher e Suazilandesa, tem tres filhos, ele disse que desde a sua vida nunca foi trabalhar na machamba para sua sustentabilidade, mas sim trabalha com indianos, segundo ele disse que recebe R1500 e com esse valor consegue sustentar sua família sempre que precisar de alimentos compra nos supermercados e mercados informais. Segundo ele a melhor forma de viver na Suazilândia é trabalhar para estrangeiros e não praticando agricultura.
O grupo com duas entrevistas que tivemos, percebemos que o maior numero da população de Mbambane não é dedicada na prática da agricultura.
Nós como outro tipo de professores prometemos trazer produtos eficazes para o nosso país e não só para garantirmos que durante a nossa pesquisa˗acção seremos capazes de formarmos outros tipos de professores no futuro.

 

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